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Busca por imagem no Google já aparece no Search Console

Busca por imagem no Google já aparece no Search Console

Sábado à tarde, um cliente para na frente de uma loja, gosta de uma peça na vitrine e levanta o celular. Em vez de anotar o nome do produto, ele deixa o Google procurar pela foto que acabou de tirar. Quem aparece no resultado ganha a visita. Quem não aparece nem fica sabendo que ela existiu.

O cliente fotografa a vitrine e a busca leva a outra loja

A maioria dos sites de PME trata foto como enfeite. O dono sobe a imagem que tinha no celular, com nome tipo IMG_2043, sem descrição, cercada de pouco texto, e segue a vida. Por anos isso bastou, porque a foto servia só para o visitante que já estava na página. O problema é que a porta de entrada mudou de lugar. Hoje muita gente começa a busca apontando a câmera, não digitando. Se o Google não entende o que está na sua foto, ele mostra a foto de quem explicou melhor.

Cada busca por imagem que não te acha é um cliente que já estava com o celular na mão, decidido a procurar, e foi parar em outro lugar. Para quem tem loja física, ponto de venda ou produto que as pessoas fotografam na rua, essa perda é silenciosa: não aparece no relatório de vendas, não gera reclamação, some antes de virar número. Você só sente o efeito no fim do mês, sem saber de onde ele veio. A câmera não avisa que passou por ali.

O relatório novo do Search Console mostra a busca por imagem

Na quinta, 24 de setembro, o Google anunciou no Google Search Central que o Search Console passou a informar a busca multimodal, aquela feita por imagem. Os dados entram em dois lugares que você talvez já use: o relatório de desempenho na Busca e o relatório de recursos de IA generativa. Contam ali as pesquisas feitas com o Google Lens, com o Círculo para Pesquisar do Android, com o envio de uma foto direto para a Busca e com o clique direito “Pesquisar esta imagem” no Chrome.

Para separar esse movimento do resto, o Search Console ganhou um filtro de tipo de busca chamado multimodal, com um botão de exportar para levar os números a outra ferramenta. A liberação começou global naquele mesmo dia, e você vê os dados se o seu site já recebe visita vinda desse tipo de pesquisa. É a primeira vez que dá para olhar a busca por imagem com número na mão, em vez de supor. Separar esse tráfego num filtro próprio ajuda, porque quem fotografa se comporta diferente de quem digita: costuma estar perto de decidir, muitas vezes parado na frente do produto.

Como ver ainda esta semana se a câmera leva ao seu site

Reserve dez minutos nesta semana e abra o Search Console. No relatório de desempenho, procure o filtro de tipo de busca e marque multimodal. Duas coisas podem acontecer, e as duas servem. Se aparecer movimento, você achou uma porta de entrada que já traz gente e que ninguém estava olhando: veja quais páginas recebem essas visitas e cuide daquelas fotos com o mesmo capricho que você dá a um título de página. Se não aparecer quase nada, tem a resposta do porquê na sua frente, o Google não está conseguindo ligar as suas imagens ao que as pessoas fotografam.

O conserto é de rotina, não de obra. Dê nome de gente às imagens antes de subir, porque “tenis-corrida-azul-42” diz algo e “IMG_2043” não diz nada. Escreva o texto alternativo descrevendo o que está na foto, do jeito que você explicaria por telefone para alguém que não está vendo. Ponha a imagem perto do texto que fala dela, e não solta no rodapé. Suba foto nítida, já que imagem borrada atrapalha o cliente e a máquina na mesma medida. E teste pelo celular, que é de onde quase todo mundo aponta a câmera. Nada disso troca a foto: é a mesma imagem, publicada com cuidado. Quem trata as imagens junto com o resto do site, na manutenção, evita deixar essa porta fechada sem perceber.

Uma coisa que não vale a pena fazer é sair enchendo o texto alternativo de palavra-chave repetida para tentar enganar a busca. O Google já lida com isso há tempo, e o tiro sai pela culatra. Descreva a foto como ela é, e pare por aí.

Meça primeiro, depois arrume as fotos do site

O movimento é o mesmo de sempre, só com uma câmera no lugar do teclado: o cliente procura e você aparece ou não. A diferença é que agora dá para medir a parte da imagem e decidir em cima de número, não de palpite. Se quiser saber por onde o seu site está sendo achado no Google, e por onde não está, a Lynxweb faz uma análise de SEO que olha esse ponto e aponta o que arrumar primeiro, começando pelas páginas que já recebem gente.